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No Espelho
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"Acredite naquilo que quiser. E, não adianta sonhar, se você não lutar.
O mundo é um espelho. Não veja só o seu reflexo. Só acreditando num futuro, você conseguirá a paz para alcançar seus sonhos."

"A forma e o reflexo se observam. Tu não és o reflexo, Mas o reflexo és tu."

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

PARABÉNS, NITERÓI!!!!

Hino do Centenário da Cidade de Niterói.
De autoria do Maestro Felício Toledo e do poeta Senna Campos.


Depois de muito pesquisar na internet e não conseguir encontrar um hino ou música que representasse a minha cidade, resolvi fazer uma consulta ao departamento cultural da cidade e recebi em 2003, esta preciosidade de Márcio Kerbel - Diretor do Departamento de Memória Cultural Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Niterói na época - como resposta. É um documento histórico, porque está escrito com o português corrente, usado na época do centenário da cidade que está completando 434 anos este ano (2007)
Só lamento, que Niterói, não tenha ainda um hino que a represente, uma vez que já foi capital do Estado e é uma das mais importantes cidades do Estado do Rio de Janeiro.
Fica aqui a minha sugestão, para um lançamento no meio artístico e junto ao público, para se tentar encontrar uma bela música que cante as belezas da cidade, para ser o Hino de Niterói.

Hymno do Centenario

De ocas rudes de palmas, das relvas
Ao guerreiro estrugir do boré,
Quantas vezes os filhos das selvas
Levantaram-se á voz do pagé!
Manejando o tacape emplumando,
Ora a flecha a brandir venenosa,
Quantas vezes de guerra o seu brado
Trovejou pela pátria formosa!

Valente Araribóia,
Da campa surge, o heroe!
Vencendo o inimigo alçaste
Trophéos a Nictheroy
E assim, ó Praia Grande,
Teceu-te o berço a Glória,
Teu nome em lettrasd`ouro
Refulge em nossa história.

Sertaneja inda ingenua, n`outrora
Era a Aldêa num leito de brumas,
Tendo á fronte aureo nimbo da aurora,
Tendo aos pés alva fimbria de espumas;
Para ornato era a silva, eram flores,
Tinha a voz de um gorgeio a pureza:
Vio-a o Rei... quando enlevo! E de amores
Deu-lhe carta e foraes de nobreza

O`bella Villa Real,
O`seductora plaga,
Que em leve harpejo de ósculos
A Guanabara afaga!
Sê justa, ao altar da Patria
Vem grata e reverente
C`roar de verdes laureas João Sexto e J`se Clemente

Hoje, enquanto de alijorfre vestidas
Bailam nai`des nas praias azues,
E dos montes no cimo as ermidas
Erguem ao ceu, muda, a prece da Cruz:
Vae lá dentro o rugir do trabalho
Zumbe o tear, chispa a serra, artde a forja,
Bate á nave as cavilhas o malho,
Ou na incude arduos ferros escorja.

E`a febre do progresso
De um sec`clo de labor;
Avante, Nichtheroy!
Confia em teu valor,
Tens um porvir brilhante,
Dos fortes é a victoria,
Na rota ao fim fulgura
Como um pharol: a Glória!







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